Comandante e sua nova chance!
SUIPA - 6/3/2018 -SUIPA



Abaixo vocês poderão ler o relato da sra. Agnes que solicitou o resgate:

No dia 26/01/2018, uma sexta feira, as 7:15 da manhã eu, Capitão de Fragata (T) Agnes, chegava ao portão principal da Escola de Guerra Naval, organização militar na qual sirvo, quando um cão esquálido, com uma bicheira enorme no lombo e fedendo muito a carne podre rompeu cambaleando da rua para dentro da escola, por debaixo da cancela.

Ele se dirigiu para os fundos da escola, na interceção com a mata que da origem ao sope do morro da urca, para se esconder ali, morrendo de dor. Eu fui atrás para ver onde ele estava indo e descobri seu esconderijo. Avisei a direção da EGN da situação e obtive permissão para colocar dois sentinelas vigiando ele enquanto ligávamos para nossa grande amiga e parceira a SUIPA, orgão no qual confiamos e que, apesar de todas as dificuldades pelas quais vem passando, nunca nos falta nestas horas, pelo compromisso que tem com os animais desamparados e em situação de risco.

Dr João – coordenador veterinário do Abrigo - e sua equipe merecem todo nosso respeito e consideração por nunca desistirem e insistir com seu trabalho a dar um jeito de salvar mais um animal em agonia.

A SUIPA veio mas na hora do resgate o cão se embrenhou pela mata assustado e fugiu. Grande decepção para todos. Mas ficamos alertas e preparados para o caso dele reaparecer. E foi o que acontece na segunda feira dia 29.

Ele fez o mesmo, entrou e foi se esconder. Só que desta vez haviímos preparado com madeiras um isolamento que não permitia que ele fugisse para a mata novamente.

Hora de chamar a SUIPA que, prontamente, veio resgatá-lo. E deu certo, na hora certa. Ele estava nas últimas. A bicheira pingava vermes, fedia a podre e ele era pele e osso. Todos charamos muito de alegria, e só de imaginar a dor que o pobre bicho devia estar sentindo, choramos de tristeza tambem.

Dr. João, veterinário de primeira, logo iniciou o tratamento colocando ele no soro, fazendo limpeza do local, higienização e curativos. Ele pode finalmente dormir e descancar sem tanta dor, mais comer ele não queria e seu caso permanecia bem grave.

Alguns dias depois recebi a notícia: Comandante comeu. Pronto, agora ele tinha chances de sobreviver. Também, com tanto carinho e dedicação dos seus benfeitores na SUIPA ele só podia mesmo se recuperar.

E como compromisso assumido e coisa seria, assim que ele saiu do risco e passou a situação de “para adoção” fomos buscar um dono capaz de dar amor, um lar e continuar seu tratamento.

Obrigada SUIPA pelo trabalho exemplar. Não esperem o reconhecimento dos humanos, pois são eles que, na maioria das vezes, são os responsáveis pelos danos e abandono dos seus protegidos. Deus, nós e os sem número de animais resgatados, alimentados, curados e doados por vocês somos agradecidos e reconhecemos o valor de cada um nessa nobre missão.

Sejam felizes e não parem nunca. Tenham forca porque rezamos para isso.

Muito Obrigada.

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Dr.Joao Wassita, descreve um pouco sobre o caso:

O quadro clínico era grave. Uma miíase extensa na região dorsal. O animal se encontrava desnutrido, prostrado, não estava comendo, anêmico.
Foi realizado exames laboratoriais e imediatamente colocado na fluidoterapia( soro). Entramos com vários medicamentos para tentar salvar o cão que eu batizei de Comandante.

Depois de uma semana começou a se alimentar e apresentou uma melhora clínica. Hoje quase um mês depois, para alegria de todos na SUIPA, o Comandante conseguiu uma família um lar.

Por casos assim, igual ao do Comandante que vale a pena lutar pelos animais. São seres indefesos que só precisam de carinho de uma família.
Que o Comandante a partir de hoje seja muito Feliz.

Gostaria de agradecer a toda equipe veterinária do Abrigo ( veterinárias, auxiliares de serviços veterinário e alimentadoras , pois sem o apoio deles, o Comandante teria menos chances de sobreviver.

Muito Obrigado.
Dr. João Wassita

 

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Comandante! Como vale a pena lutar pela vida!
"Quando o homem aprender a respeitar até o menor ser da criação, seja animal ou vegetal,
ninguém precisará ensiná-lo a amar seu semelhante."

Albert Schweitzer (Nobel da Paz de 1952)
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